Caído…

Caído…

Caído, caí a queda,

A grande queda dos anjos caídos

A queda dos filhos de Deus, quando desejaram as filhas dos homens

A queda do homem, quando comeu o fruto proibido

A queda de um homem, quando desejou a mulher do próximo…

Caído… caído caí em amor por uma mulher, …pela mulhera mulher

Caído em chamas de paixão me perdi, no seu amor proibido ardi

Caído encontrei a mulher da minha vida; Caído a perdi

Caído… caído traí… minha consciência vacila como diante de um abismo;             Como baleia arpoada… o feto abortado de Gaia…

Caído cometi o grave crime, pecado sem perdão, maior que roubar, pior que matar…

Caído, caí e continuo caindo, desejando… a mulher… do próximo… casada… esposa… mãe…

Caído… caído… agora… permaneço… num abismo… um abismo que chama outro abismo… 

Caído… caído estou… caído sou…

Deus por favor me salve, me dê minha salvação, me dê ela.

 

 

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A Insustentável leveza do ser – Confissões de Ricardinho II

  

Confesso ! sou humano, homem, menino, 

Fraco, falho, vulnerável,  

Vaso de barro, caído, quebrado, caco… 

Anjo caído sem asas, garoto perdido de casa  

Confesso que sou mais fraco do que aparento, 

que minha aparente fortaleza 

se desvanece no ar 

como neblina no sol da manhã   

Confesso que traio meus princípios 

e sou traído por meus sentimentos 

“O” confesso com os lábios   

“O” nego em pensamentos  

Confesso que nego a fé em atos e atitudes 

quando sou tomado por paixões e desejos 

sou como menino levado pelo vento 

vencido por emoções e sentimentos  

Confesso que ela mexe comigo, musa do amor proibido  

me turva os sentidos, me desperta a libido 

me nubla a mente, me toma o coração 

me trai a consciência, me tira o chão  

Confesso os pecados não confessados 

Confesso que sou réu e culpado 

Acusa-me a consciência 

Assumo a culpa e a conseqüência  

Confesso, sou humano, homem, Menino, Ricardinho !

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Da humanidade dos santos & Confissões de Ricardinho

 

Recentemente foi lançado um livro sobre madre Teresa de Calcutá, o livro se compõe basicamente das cartas que ela escreveu ao seu confessor e aos  seus superiores. Nelas a santa madre se confessa sem fé, sem sentir a presença de Deus, chama Jesus de “O Ausente”, diz que Deus a abandonou e que teme não dizer mais por medo de blasfemar, envolta num período de deserto espiritual a que São João da Cruz chamou de “noite escura da alma”. 

Não é exatamente sobre isto que quero falar, mas da humanidade dos santos, entendidos aqui não como pessoas beatificadas, canonizadas e consideradas como sobre-humanos ou super-crentes, acima dos demais, como madre Teresa. Falo de santos como o apóstolo Paulo chama os cristãos em suas cartas, poderia usar os termos justos, salvos, crentes… enfim me refiro aqueles se dizem cristãos, seguidores de cristo, que entregaram suas vidas a ele e que desejam viver por ele, pra ele, e nele ! 

Na minha caminhada cristã – e lá se vão alguns anos-  tenho visto tanto amigos próximos quanto eu mesmo tenho passado por provações, dúvidas e questionamentos, sobretudo nos últimos tempos. 

Neste momento me vem à mente uma música da Ana Carolina que diz  “A alegria do pecado ás vezes toma conta de mim, e é tão bom não ser divina…”

Sejamos francos ! quantas vezes não nos sentimos assim ? quantas vezes a alegria do pecado não toma conta de nós ? Quantas vezes não desejamos ardentemente o pecado ? alguém já disse que se o pecado fosse ruim ninguém praticaria.  

Me lembro que certa vez numa reunião no Refúgio do rock, o Claudinho falou algo como “Quem aqui não tem desejos (sexuais) que atire primeira pedra ! eu tenho !”,  em outra ocasião alguém comentou que vira uma revista erótica e  “não achou a menor graça”, o comentário geral foi “ou está sendo hipócrita ou tem um problema ainda mais sério !” 

Ah ! então você está de falando de pecado como sexo ?  Também ! mas não somente, discordo radicalmente dessa generalização que se faz de pecado = sexo, principalmente de pecado original= sexo. 

Mas então a que exatamente me refiro ?

Falo de homens santos como Davi que desejou a mulher do próximo, cometeu adultério e ainda assassinou o marido dela, ou como Pedro que negou a Cristo por três vezes, de Tomé que duvidou da sua ressureição, ou ainda como Paulo que chegou a desistir da própria vida ! 

Falo da humanidade de homens comuns que tem fé, mas que em certos momentos se vêem em dificuldades, não dificuldades externas, mas em luta com sua própria fé, em momentos de fraqueza, sim fraqueza ! homens que pecaram e que pecam ! sim cristãos pecam !    

Do lado de fora da “janela” as pessoas continuam nos vendo com ET’s  ou como hipócritas, será que estão certas ? Será posso fechar este post sem dar uma resposta ? acho que sim ! Mas em consideração aos novos na fé e a quem ainda não a aceitou ou entendeu, vou deixar aquilo que tem me trazido esperança. 

“Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” I João 1.10 -2.1  

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Liberdade e Responsabilidade

 

Argumentos  econômico-liberais contra o liberalismo político

Porque sou contra o liberalismo político

Porque o liberalismo político é a contradição do liberalismo econômico.

Porque no liberalismo político a sociedade paga pelas escolhas dos indivíduos.

Porque as liberdades individuais não são acompanhadas de responsabilidades individuais.

Porque as conseqüências diretas e indiretas das escolhas individuais são sofridas por toda sociedade. 

Algumas bandeiras da doutrina política liberal

Descriminalização do uso de drogas, legalização das drogas, legalização do aborto, união civil homossexual, adoção por homossexuais, operação de mudança de sexo em hospitais públicos. 

Porque sou contra a descriminalização do uso de drogas

Porque o mercado de drogas obedece a lei da oferta e da demanda.

Porque se não existir o consumidor não haverá o fornecedor.

Porque o mercado de drogas lícitas e ilícitas esta direta ou indiretamente ligado à corrupção, ao crime organizado, à violência e aos acidentes.

Porque em última análise, o usuário é o maior responsável por estes males à sociedade. 

Porque sou contra a legalização das drogas

Porque a legalização das drogas não é acompanhada de uma política de responsabilização pessoal.

Porque o indivíduo que faz uso de drogas lícitas ou ilícitas não responde por seus atos e conseqüências.

Exemplos:

O fumante quando se descobre com câncer de pulmão obtém do estado tratamento “gratuito” pago pelo contribuinte.

O usuário de álcool quando tem diagnosticada uma cirrose hepática é tratado “gratuitamente” com dinheiro do contribuinte.

O usuário de drogas injetáveis que contrai o vírus HIV, recebe tratamento contra a Aids “gratuitamente” pago por contribuintes. 

Porque sou contra a legalização do aborto

Porque a mulher decide manter relações sexuais sem o uso de preservativos ou outros métodos contraceptivos, engravida e recorre a um hospital público para praticar o aborto “gratuitamente” pago pelo contribuinte.

Porque a distribuição “gratuita” de preservativos é paga com dinheiro do contribuinte. 

Da questão homossexual

Não me interessa a vida sexual do indivíduo, homem ou mulher, hetero ou homossexual, o que o indivíduo faz ou deixa de fazer é problema dele, não meu. 

No entanto, a partir do momento que tal conduta resulta em conseqüências que prejudiquem a sociedade de alguma forma, quer economicamente, quer não, eu sou contra. 

Porque indivíduo que mantém relações sexuais sem a devida proteção e contrai o vírus HIV, recebe tratamento contra a Aids “gratuitamente” pago pelo contribuinte.

Porque todas as doenças sexualmente transmissíveis tem tratamento “gratuito”, pagos pelo contribuinte.

Porque a distribuição “gratuita” de preservativos é paga com dinheiro do contribuinte.

Porque as operações de mudança de sexo são oferecidas “gratuitamente” pagas pelo contribuinte. 

Conclusão 

Me defino como economicamente liberal, e até tenderia ao liberalismo político caso o ônus destas situações fosse apenas dos indivíduos que se sujeitam a elas, o contribuinte não deve ter de pagar pelo tratamento de alguém que voluntariamente decidiu fazer uso de substâncias tóxicas ou se colocar em situação de risco.  

No entanto as conseqüências diretas e indiretas da ação isolada de indivíduos se faz sentir no todo, ainda que tais indivíduos arcassem com o prejuízo financeiro, este seria somente parte das conseqüências; a corrupção, o crime organizado, a violência e os acidentes ainda se refletiriam sobre toda a sociedade. 

Logo é impossível defender o direito à liberdade individual irrestrita com base no argumento de que somente os indivíduos arcariam com as conseqüências, na prática toda a sociedade sofre. 

Vê-se portanto, que o liberalismo político é incompatível com o liberalismo econômico, apesar de paradoxal, para que a liberdade seja mantida de fato faz-se necessário manter certa dose de “conservadorismo político” não pelas convicções morais, éticas ou religiosas da maioria ou dos que fazem as leis, mas pela própria questão da liberdade, garantir as liberdades individuais nos moldes acima expressos é suprimir a liberdade real. 

Em suma liberdade sem responsabilidade é liberdade de uns poucos em detrimento da liberdade de muitos !

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Carta aberta aos evangélicos

Amados irmãos, Graça e paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.

Alguns de vocês me conhecem praticamente desde a minha conversão, vocês teem me acompanhado nesta jornada em que caminhamos juntos por tantos anos, muitos de vocês foram essenciais na minha formação como discípulo do Mestre, imitando a Cristo e sendo exemplo para mim.

Muitos de vocês foram pacientes comigo por muitas vezes quando na minha adolescência tardia fui rebelde, radical, contestador de uma forma imatura, só posso reconhecer isto, lhes agradecer a paciência e repetir o exemplo com outros, muitos de vocês me ajudaram e foram verdadeiros, pais, mães, irmãos e irmãs para mim, muitas vezes mais que minha própria família natural.

As instituições eclesiásticas, leia-se denominações e ministérios, de que fiz parte tambem fizeram boas coisas  para comigo, sobre este aspecto não tenho o direito de lhes tecer críticas.
 
Mas, como alguns de vocês que me conhecem há um bom tempo sabem, continuo sendo um homem questionador, contestador, agora após tantos anos de uma forma mais madura, menos radical, mas continuo querendo saber os porquês e a agir de maneira consciente.

Há cerca de três anos, mais precisamente na primeira semana de Outubro de 2006, num domingo à tarde eu assistia à um documentário sobre a história da Europa, e como é impossível tratar deste assunto sem mencionar o cristianismo histórico, logo começaram a mostrar as catedrais, me lembro bem de ver Wittenberg, Westminster e Notre Dame quando tive um insight e me perguntei:

  _”O que isto tem a ver com Jesus Cristo ?”

A partir desta questão, comecei a buscar na história dos primórdios do Caminho, quando, como, onde e porquê nossos irmãos do passado começaram a se reunir em templos, escrevi um email que enviei para alguns de vocês e tambem criei tópicos em comunidades de discussão cristãs, foi quando criei um blog e escrevi o primeiro artigo Quem_precisa_de_Templos ?  logo após o qual também escrevi  Basta_a_igreja_mudar_do_templo_pra_casa_? , Minhas inquietações e questionamentos continuaram a crescer e eu passei a estudar sozinho sobre História da  Igreja, Patrística, Hermenêutica, Eclesiologia, etc  afim de tentar entender tudo o que estava acontececendo à minha volta, li e estudei alguns livros apócrifos, apenas pra chegar a conclusão de que continuam sendo apócrifos, ao menos os que li como o Evangelho de Pedro, extremamente Gnóstico, Carta de Paulo à Igreja de Laodicéia, uma fraude visto que Paulo nunca esteve lá como ele afirma em Colossenses e  alguns outros.

Porém, apesar de até então ser liturgicamente liberal e não fazer uma interpretação literalista e fundamentalista da Biblia, comecei a me informar sobre outras questões, questões que nunca são citadas nas igrejas e talvez raramente nos seminários, nessa minha busca encontrei bastante material, artigos, livros, teses de mestrado, doutorado, testemunhos, etc

Os que mais me chamaram a atenção foram o testemunho de um policial civil de Porto Alegre, membro de uma igreja Batista e líder de ministério que ao ser transferido para uma pequena cidade do interior, da qual não me lembro do nome no momento, experimentou tambem uma transformação na maneira de se reunir como igreja, de maneira simples nas casas e mudou totalmente seu ponto de vista sobre igreja.

Outro foi uma tese de Doutorado em teologia sobre a igreja primitiva, onde o autor comentava sobre as Insulas, pequenos apartamentos na Roma antiga de peça única onde moravam até oito pessoas entre as camadas mais pobres do povo, e sobre as casas dos mais afortunados como a descoberta em Dura Europus, na Síria  no séc.IV, onde uma parede da sala foi retirada para acomodar mais pessoas, chegando a comportar cerca de 70.

Mas então um livro chegou a mim, Reconsiderando_o_Odre , de Frank Viola onde o autor demonstra como era de fato a liturgia e a prática da igreja primitiva, no meio da leitura descobri outro livro do mesmo autor em co-autoria com George Barna conhecido e respeitado pequisador cristão norte-americano, Cristianismo_Pagão_? , neste livro os autores mostram como a maior parte de nossas práticas eclesiais tem origem no paganismo e judaísmo e não faziam parte das práticas da igreja primitiva. Estes livros vieram a confirmar e embasar a forma como eu estava pensando

Escrevi um novo texto sobre este livro, Cristianismo_Pagão,_uma_farpa_em_nossas_mentes_! , não preciso dizer que causou uma grande polêmica, ao meu ver uma boa polêmica, pouco tempo depois li tambem  Quem_é_tua_cobertura_? do mesmo autor.

Em meio a tudo isto, pessoalmente e no âmbito evangélico eu estava passando por mudanças profundas, saindo de uma igreja justamente por observar certas atitudes e discordar da liderança em questões relacionadas ao que descrevi acima, começando a frequentar outra apenas por convicção de não sair fazendo barulho e procurando briga, mas em amor e espírito de servo, o que mantenho até hoje, prestes a ir para um seminário, o que chegou a ser anunciado de púlpito pelo pastor da minha igreja mãe em São Paulo e que acabei não indo na última hora apenas por convicção pessoal, etc.
 
Também passei por períodos conturbados em minha vida pessoal, por dificuldades de trabalho e financeiras. Mas assim como o que me trouxe para Florianópolis e que me mantém até hoje, convicção, consegui com a graça de Jesus Cristo, chegar onde me encontro e me manter com a mesma convicção que me faz agora me despedir de vocês, ou melhor, não de vocês meus irmãos em Cristo, mas de todas as instituições cristãs de que de algum modo fiz parte.

Através desta carta aberta me desligo agora de forma oficial de toda instituição humana que se autodenomina igreja,
Não da Igreja edificada sobre a Rocha, Jesus Cristo,
Não mais faço parte do grupo social conhecido como evangélico, creio na mensagem das boas noticias.                                                                                                                                             Não sou Quadrangular, creio que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e voltará como Rei
Não sou do Refúgio do Rock, o Senhor é um Refúgio para aqueles que o temem, um alto refúgio no tempo da tribulação, inclusive para os rockeiros !
Não sou White Metal, gosto de heavy metal de todos os tons e matizes e o uso para exaltar a Cristo
Não sou do Projeto Ágape/242, entendo a reunião da igreja como a festa ágape descrita em Atos 2.42,
Não sou da Igreja Batista Vida Nova, fui batizado com Cristo em sua morte e recebi a nova vida em Jesus,                                                                                                Não sou da Calvary Chapel, me vejo aos pés de Cristo na cruz do calvário Não sou Surfista de Cristo, faço tudo para a Glória de Deus, até surfar,
 
Tentei ser Crente, mas meu Cristo é diferente,
Não sou Protestante, mas faço isso como um protesto, como Jesus ao expulsar os cambistas do templo
Não sou Cristão, tento ser um pequeno cristo, imitando-o na minha vida diária
Não sou Nazareno, creio no Jesus de Nazaré da história
Não sou do Caminho, sigo O Caminho, A Verdade e A Vida
Não sou Irmão, sou Seu irmão em Jesus Cristo
Não chamo a ninguém de Pai, um só é o meu pai, Deus                                                                                                                                            Não chamo a ninguém de mestre, um só é meu mestre, Jesus
Não chamo a ninguém de guia, um só me guia, Espírito Santo
Não tenho Pastor, sou ovelha do único Pastor, Cristo
Não tenho necessidade de que ninguém me ensine, o Espírito Santo me ensina
Não tenho necessidade de mediadores entre eu e Deus, um só é o mediador Jesus Cristo Homem !
 
Não sou emergente ou imergente,
Não sou missional ou relacional,
Não sou reformado ou pentecostal,
Não sou calvinista ou arminiano, 
Não sou adepto do teísmo aberto nem estou fechado com a ortodoxolatria,
 
Minha luta não é contra carne ou sangue… No entanto assim tantos outros irmãos do passado como John Wycliff, Jonh Huss, Martin Luther, Jacques Ellul, Liev Tolstói e principalmente Sören Kierkegaard, não reconheço nenhuma instituição e não reconheço nenhuma autoridade que não seja o próprio Deus, não reconheço intermediário entre o homem e Deus, entre o Criador e sua criatura, que não seja Aquele que É antes de todas as coisas, o EU SOU O QUE SOU, Deus de Deus, O Filho do Homem, o Cordeiro imolado antes da criação !
 
Não que um Judeu marginal, o homem de Nazareth, Yeshua Bar’ Yousef , filho de José e Maria, um filho de carpinteiro, um técnico, um servente  de pedreiro, da periferia do subúrbio de um província sem importância e distante do Império Romano, nascido há cerca de dois mil anos e pregador de um Evangelho maltrapilho, fosse elevado à categoria de um deus !
 
Mas que o Deus Criador, decidiu por sua própria vontade e usando de sua Soberania, fazer-se homem, nascido de mulher, a Palavra, o Verbo Criador encarnado no tempo e no espaço na pessoa de Jesus Cristo, O Filho do Homem, o homem de Nazareth, Yeshua Bar’ Yousef, filho de José e Maria, um filho de carpinteiro, um servente  de pedreiro, um Judeu marginal pregador de um Evangelho maltrapilho, nascido há cerca de dois mil anos, afim de mostar seu amor pelo ser que criou e por eles morrer, e pagar preço de sua dívida eterna.
 
Aquele que é Homem e é Deus, logo não há intermediário entre o ser humano e Deus que não seja Ele próprio, Aquele que possui a natureza humana e a natureza divina, logo entre a raça humana e o Criador não há intermediação.
 
E se não há no conteúdo não deve haver no modo, Se não há na essência, tambem não deve haver na forma, Se não há como direito, não deve haver de fato !
 
Logo rejeito todos os que se auto-intitulam, padres, pastores, bispos, presbíteros, apóstolos, profetas, etc e principalmente a forma, o modo como exercem suas funções baseados em uma cadeia de comando humana, numa hierarquia piramidal terrena.
 
Não tenho nada pessoal contra tais pessoas, muitos dos que fazem parte destas estruturas são amigos meus, boas pessoas, discípulos sinceros, com boas intenções e um coração aberto, no entanto o fato de serem bem intencionados, não muda o fato de que é assim que as coisas são, é assim que a máquina funciona.
 
Reconheço que muitos deles possuem o dom de pastoreio, outros de ensino, outros de organização entre tantos outros dons distribuídos da mesma forma que a todos os membros do corpo de Cristo gratuitamente pelo Espírito Santo como lhe agrada, mas isto não lhes dá o direito de exercer autoridade sobre ninguem ! nem de usar títulos de nobreza, nem mesmo de pregar usando de técnicas de oratória e homilética como única voz autorizada usurpando o direito exclusivo de Jesus Cristo, como cabeça do corpo.
 
Corpo este que se encontra deformado como uma “boca gigantesca e milhões de pequenas orelhas”, corpo que está dividido como na igreja em Corinto nos dias de Paulo, onde um dizia “Eu Sou de Paulo”, outros, “Eu sou de Apolo” e outros “Eu sou de Pedro”; Nos dizeres de um grande amigo meu, “Se a Igreja é o corpo de Cristo, Jesus é o cara mais tatuado que existe”, sobram nomes, logotipos, placas e marcas e falta o amor uns as outros e o amor ao próximo que o Mestre disse serem a marca do verdadeiro discípulo.
 
Quanto ao modo e ao como, creio no que está descrito abaixo: 
 
I Carta aos Corintíos, Capítulo 14 versículo 26 a 33
 
“Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem como igreja, cada um de vocês tem um salmo, OUTRO uma palavra de ensino, OUTRO uma revelação, OUTRO uma palavra em uma língua e ainda OUTRO uma interpretação.Tudo seja feito para a edificação da igreja.
Se, porém, alguém falar em língua, devem falar dois, ou quando muito três, e alguém deve interpretar. Se não houver quem interprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.
Tratando-se de profetas, falem dois ou três, e os outros julguem cuidadosamente o que foi dito.Se vier uma revelação a alguém que está sentado, cale-se o primeiro.
Pois vocês todos podem trazer a mensagem de Deus, cada um por sua vez, de forma que todos sejam instruídos e encorajados.Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz.”

Quanto ao conteúdo e a essência, creio no que está descrito em:

Evangelho de Mateus, capítulo 23 , versículo 10                                                              

 “A  ninguém na terra chamais  líder, um só é vosso líder, o Cristo” 
Agora que venham as pedras…  ”Eis que vejo o Filho do homem em pé à destra de Deus” 

“As coisas se tornaram demasiadamente fáceis, é hora de torná-las difíceis novamente”

A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. O Espírito e a Noiva dizem Vem !
 
  
Ricardo Vitorino do Nascimento
Florianópolis, 30 de Setembro de 2009
 
 
 

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Esclarecimento

Olá pessoal,

Perdi a senha do meu antigo blog  http://opiniaopessoal.wordpress.com/ , e após inúmeras tentativas junto à equipe do Wordpress não consegui recuperá-la, portanto criei este novo blog, na prática o  mesmo que o outro, e continuarei postando aqui, caso queiram se apronfundar mais no que penso sugiro que confiram o antigo blog.

Grato,  

Ricardo Vitorino

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economia

Libertatis Aequilibritas GFDL.jpg

 

Um dos assuntos de que mais gosto é economia, não sou nenhum expert no assunto, mas um interessado, alguém que lê e gosta de discutir sobre ele. Me defino como economicamente liberal, mais especificamente tendo a um meio termo entre a escola neokeynesiana, a escola de Chicago e a escola austríaca, o que tem sido chamado de terceira via.                                                                                                                                      

Acredito que o capitalismo,  o livre mercado, a ausência de medidas protecionistas, a mínima intervenção do estado na economia entre ourtos postulados liberais são benéficos ao indivíduo e a sociedade.

No entanto, tenho minhas próprias idéias  sobre um sistema econômico ideal mais eficaz e justo do qual falarei num dos posts abaixo. 

A idéia desta página é ser tambem um fórum para discussões sobre o assunto, então sintam-se a vontade para tecer cometários

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Fritjof Capra, a globalização e a ecologia

Julho 10, 2007…1:29 am

Ontem eu assistia a uma entrevista de Fritjof Capra em que ele falava sobre globalização e ecoplanejamento, a partir de uma introdução sobre microorganismos, células e redes, fez uma comparação entre estas e as novas redes de comunicação na sociedade moderna, dentre as quais destacou duas: a globalização ou nova economia e o ecoplanejamento ou as ong’s em defesa do meio ambiente.

De um lado a globalização ou nova economia de mercado existiria para perpetuar e aumentar o lucro das elites numa escala global, onde o estado é o mantenedor do interesse destas elites, que através da exploração dos recursos naturais e de mão de obra local aumenta a pobreza e a distância entre ricos e pobres, e que colocam o lucro acima de qualquer outro valor, transformando tudo, inclusive a vida humana em produto.
Do outro lado a sociedade civil internacional, através de ong’s que se mobilizam em rede, com o uso inteligente da internet para impedir que estas elites destruam o planeta e consequentemente a vida humana, através de ativismo como em Los Angeles na reunião da OMC e no fórum social mundial em Porto Alegre por exemplo.

De uma lado os pérfidos e cruéis capiltalistas que querem lucrar a custa da destruição da vida, do outro os super-eco-heróis que querem salvar o mundo, um maniqueísmo barato que eu não esperava ver de um intelectual como Capra; É óbvio que existem certos casos como o da indústria de diamante na África do sul como exemplo mais claro, e por outro lado nas formas alternativas de produção como a dos alimentos orgânicos que estão ganhando mercado, no entanto reduzir a discussão a uma cruzada do bem contra o mal é ingênuo demais se não for criminoso.O que o consagrado físico, talvez não tenha se dado conta é da própria contradição de seus argumentos.

Em primeiro lugar a nova forma de organização da sociedade não tem nada de novo, foi assim após a revolução industrial, foi assim durante o mercantilismo, foi assim no período medieval, e assim por diante, toda vez que surge uma nova tecnologia a sociedade se adapta e muda a forma de organização.

Em segundo a organização e mobilização das ong’s através da internet só foi possível graças a economia de mercado onde a demanda por comunicação de longa distância e em tempo real a tornaram comercialmente viável levando empresas de todo mundo a investir em tecnologia e desenvolvimento em grande escala tornando-a uma tecnologia acessível ao consumidor.

Em terceiro as energias alternativas citadas como fotovoltaica, eólica, biomassa e de célula de hidrogênio só serão possíveis porque grandes indústrias estão investindo milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, o mesmo se dá com os alimentos orgânicos e hiper-carros movidos a energia limpa, eles só são possíveis graças a demanda e ao investimento da indústrias como as citadas pelo próprio Capra.Por último o argumento de Capra já parte do pressuposto esquerdista de que o capital é inerentemente mal, explorador e autofágico, sem levar em conta um dos conceitos básicos que é a demanda, sem ela não há para quem vender, produzir, abrir empresa, investir e consequentemente tambem não há geração de empregos, de renda, de melhoria da condição da vida humana, aliás não existiria internet, sem a qual as ong’s não poderiam se mobilizar, sem o que não poderiam se expressar.

A Fritjof Capra e a todos que tendem a concordar com o que ouvem sem refletir e desenvolver uma opnião pessoal eu deixo as palavras de um conterrâneo seu:
“Os socialistas da Alemanha Oriental, auto-entitulada República Democrática da Alemanha, admitiram de forma espetacular a falência dos sonhos marxistas quando eles construíram um muro para prevenir seus camaradas de fugirem para a Alemanha Ocidental.”
Ludwig Von Mises, Money, Method, and the Market Process.

2 Comentários

  • Pedro Rocha de Miranda
    Julho 7, 2008 em 4:15 pm

    Gostaria de saber algo mais sobre o Sr. Ludwig Von Mises, autor dos comentários sobre o que disse Fritjof Capra.

    Grato,

    Pedro Rocha

  • Olá Pedro Rocha

    Mises foi um dos maiores expoentes da escola austríaca de economia, defendendo posições extremamente liberias tendo como principal tema o indivíduo acima do estado.

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A Nova Sociedade

Outubro 16, 2007…7:49 pm

 

 

Em 1950 Peter Drucker, famoso teórico da administração escreveu um livro chamado “A Nova sociedade”, nele Drucker se referia à comunidade fabril e em como os novos processos empresariais afetavam as relações de trabalho e a sociedade e lhe davam nova forma e significado.

Pouco mais de meio século depois, estamos passando por outra revolução nas relações de trabalho que desencadeiam numa mudança da sociedade, e já que estamos no terreno da administração vou citar outro teórico moderno, não tão famoso quanto o primeiro, mas igualmente importante, trata-se do irlandês radicado na Inglaterra, Charles Handy.

Handy tem afirmado que as formas de trabalho estão evoluindo de uma forma diferente da que estamos acostumados a pensar, e a sociedade tem acompanhado essa evolução, então poderíamos falar de uma corrida no sentido contrário ao que vivemos hoje.

Um dos exemplos de Handy é o do homem para quem “manter um casamento depois de muitos anos, criar os filhos e ter uma família unida” pode ser uma definição de sucesso, logo ser bem-sucedido não estará mais ligado ao sucesso profissional e sim a valores mais subjetivos que este.

Assim alguém pode decidir por exemplo trabalhar menos, mudar de área profissional no meio da carreira ou ainda deixar de trabalhar para se dedicar aos filhos, a ter uma vida mais simples, mais ligada a natureza e ainda que não tenha muitos bens, luxo e conforto se considerar bem-sucedida.

Ricardo Vitorino não é um administrador, nem um futurólogo, apenas alguém que se interessa por assuntos como administração, economia, política… alguém que gosta de ler, de se informar e que tem idéias próprias.

Indo um pouco além nesta “viagem” induzida por Drucker e Handy acredito que esta nova sociedade será bem melhor que a atual e que justamente os fatores econômicos e a atual revolução nas relações de trabalho serão o motor desta mudança.

Os valores estão mudando, hoje mesmo é possível ver esta tendência num crescente contínuo, onde coisas como jóias, carros de luxo, iates, etc perdem cada vez mais seu valor de uso para coisas simples como viagens a lugares exóticos não necessariamente caras, o convívio com a natureza que pode ser gratuito e a relação com os outros que não tem preço.

Acredito, e espero poder ver e participar desta nova sociedade, quiçá criar meus filhos num mundo um pouco menos consumista e com valores mais elevados. Quem me conhece ou lê meus tópicos sobre economia, política, sociedade, deve achar que estou doente, quem sabe tive um surto de anti-capitalismo, ledo engano ! só acredito que o próprio capitalismo está se reformulando para atender as expectativas desta sociedade que se forma.

Mas é possível viver assim hoje sem esperar o futuro, fazendo-o chegar agora, basta que pesemos nossas vidas, analisemos nosso cotidiano, nossas escolhas e os frutos que temos colhido.

Ainda que não queiramos admitir, a maioria de nós vive correndo contra o relógio, se desgastando no trabalho em jornadas, duplas, triplas… os casais trabalham mais para poder pagar uma boa escola aos filhos, a academia, a cirurgia plástica, a viagem a Disney, etc e tem se esquecido de simplesmente viverem, de serem pais e antes disto amantes !

Não é preciso me delongar para demonstrar o quanto temos sido escravos do dinheiro, do tempo, das convenções sociais de nossa época entre outras coisas, mas basta que tomemos consciência de nossa realidade, que internalizemos hábitos mais saudáveis, e que tomemos a decisão de mudar a partir de hoje os pequenos hábitos, e quando menos esperarmos seremos parte desta nova sociedade e o futuro será o nosso dia-a-dia.

Também não sou ingênuo o bastante para achar que tal transformação se dará da noite para o dia e sem percalços, apenas olho para os dias de hoje com a visão de um historiador, os processos históricos que parecem lentos aos nossos olhos são incrivelmente rápidos quando se compara com o curso da história, sobretudo se levarmos em consideração o último século.

É possível que tenhamos que nos habituar com um padrão inferior de consumo, talvez haja menor oferta e variedade de alimentos e os preços subam, o uso racional de água já é uma realidade, e com certeza os “bens de consumo” não poderão ser adquiridos pela maioria, mas isto não significa necessariamente que a qualidade de vida será pior, pelo contrário talvez até melhore, basta que descubramos que não precisamos destas “coisas” para viver bem, e que troquemos os valores que nos são incutidos pela sociedade atual por novos valores, novos paradigmas que estejam mais alinhados com a real perspectiva de vida nos próximos anos.

Bom, então você tem feito isso certo Ricardinho ? confesso que é mais fácil escrever sobre o assunto do que viver, a esta altura dirão: “pregador ! pratique o que você prega !” ok ! mas tenho tentado e experimentado algum progresso, ainda estou longe do ideal é verdade, mas a caminho, ao menos tenho a consciência e a vontade de mudar.

O que nos reserva o amanhã ? só Deus sabe! mas tendo a pensar que nos está sendo dada a oportunidade de fazer parte de uma grande mudança, cabe a nós decidirmos se queremos ser espectadores ou protagonistas.

E aí, vamos começar ?

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A Insustentável leveza do ser – Confissões de Ricardinho II

Outubro 9, 2007…6:22 pm

 

Confesso ! sou humano, homem, menino,

Fraco, falho, vulnerável,

Vaso de barro, caído, quebrado, caco…

Anjo caído sem asas, garoto perdido de casa 

Confesso que sou mais fraco do que aparento,

que minha aparente fortaleza

se desvanece no ar

como neblina no sol da manhã  

Confesso que traio meus princípios

e sou traído por meus sentimentos

“O” confesso com os lábios  

“O” nego em pensamentos 

Confesso que nego a fé em atos e atitudes

quando sou tomado por paixões e desejos

sou como menino levado pelo vento

vencido por emoções e sentimentos 

Confesso que ela mexe comigo, musa do amor proibido

me turva os sentidos, me desperta a libido

me nubla a mente, me toma o coração

me trai a consciência, me tira o chão 

Confesso os pecados não confessados

Confesso que sou réu e culpado

Acusa-me a consciência

Assumo a culpa e a conseqüência 

Confesso, sou humano, homem, Menino, Ricardinho !

Letras

5 Comentários

  • Quéisso mermão?
    Cara, bela poesia, profunda, romântica e desesperadora…rsrs.
    Em poucas palavras vc conseguiu colocar TUDO o que vc está sentindo e passando neste exato momento…parabéns, acho que eu não me autodefiniria tão bem assim…

  • Ô cara,
    A moda agora eh os duroes revelarem seu lado humano? Isso ta errado cara! Nao pode nao! Temos que manter a fortaleza, a mascara, a casca, levantar o escudo e sair atropelando… eheheheheheh
    P

    Abracos

  • Meu caro Ricardo, bom dia!
    Fico surpreso com sua coragem em revelar suas fraquezas! Neste sentido, Dallas Willard, traz em seu livro, O Espírito das Disciplinas, a seguinte citação: Existem oito pensamentos principais, dos quais todos os demais pensamentos emanam.

    Primeiro pensamento é o da glutonaria; o segundo, o da fornicação; o terceiro, o do amor ao dinheiro; o quarto, o do descontentamento; o quinto, o da ira; o sexto, o do desânimo; o sétimo, o da vanglória; o oitavo, o do orgulho.

    Essas suas confissões, inspiram-me.

  • Shalom meu querido irmão,
    quem não é fraco? Quando penso que o sou é quando me fortaleço.
    Aqueles que dizem não temer, não passam de mentirosos hipócritas fariseus ou quem sabe saduceus, pouco importa… não passam de atrozes enganadores de si, muito se engana aquele que crê estar pleno e firme como uma rocha. Estamos sim firmados NA ROCHA, mas isso não descaracteriza nossa natureza falha e decaída.
    Cabe-nos achar forças no ápice de nossas fraquezas. Pois só é forte aquele que assume ter fraquezas…
    Continua na tua força que se esconde na fraqueza.

    Shalom Adonai.

  • Nossa! Que talentoso guri!

    Muito bonita a poesia!

    Vc tem futuro….aUHAuhaUHHUAhuAHUA

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